22 de jul de 2017

'É O NOSSO FUTEBOL": A LÓGICA DA DANÇA DOS TÉCNICOS

Flamengo x PalmeirasQuem acompanha o futebol sabe da dança dos técnicos. A gente não sabe, efetivamente, dos motivos dessa dança, sendo possível que não sejam exatamente aqueles que são divulgados.
Na última rodada do brasileirão, tivemos dois casos interessantes, embora não exatamente iguais: no jogo Flamengo x Palmeiras, a torcida do Fla pediu a cabeça do Zé Ricardo; no Atlético Mineiro x Bahia, a torcida do Galo quis a cabeça do Roger. No curso da semana, Zé Ricardo "continua prestigiado" mas Roger foi demitido.
Vamos falar um pouco desses dois jogos: no primeiro, Jailson, goleiro do Palmeiras, substituindo Prass, fez algumas defesas importantes, incluindo a de um pênalti, que não foi mal batido. Significa que o Fla criou situações de gol, tendo algumas delas sido paradas pelo goleiro. Poderia ter ganho o jogo. Tratava-se de um clássico, entre dois clubes grandes e tradicionais, separados na lista de classificação por duas posições, mas com igual número de pontos. Um empate admissível. Por que a torcida não quer tolerar o Zé Ricardo? Parece que o ponto levantado pelos insatisfeitos é o fato de o Flamengo sair-se bem com os "times pequenos" mas não conseguir o mesmo com os "grandes". Ora, o que sempre ouvi falar é que a fórmula para ganhar campeonato é não perder ponto para "pequeno" e ganhar ou empatar com os "grandes". O Flamengo é o 4º colocado, na frente de muita gente boa. Haverá mesmo motivo para querer a cabeça do técnico, um valor que se tem revelado eficiente?
Agora, vamos ao Atlético Mineiro: o caldo derramou por causa de alguns insucessos no Independência - aonde vigorou, com sucesso, a mística do "eu acredito!". A gota dágua foi a derrota para o Bahia. Mas vejamos: ambos os clubes encontram-se com o mesmo número de pontos, o que presume, pelo menos, o equilíbrio de forças. O Bahia fez dois gols (comento o segundo, ao final) mas pouco ameaçou além disto. Já o Atlético chegou várias vezes ao gol adversário, o que acabou por transformar o goleiro Jean, do Bahia, no grande nome da partida, segundo o UOL esporte Futebol ( https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2017/07/19/atletico-mg-x-bahia.htm). O Galo teve pelo menos seis oportunidades reais de gol e apenas em uma delas não pontificou o goleiro Jean. Foi quando Jean desviou uma bola na área e Fred chutou com o gol vazio. O mesmo UOL comentou o lance, de forma diferente da que vi, parecendo, para mim, que achava de depreciar Fred (achei, mesmo, que o foco da reportagem era este) O UOL descreveu o lance assim: "Mesmo sem goleiro, o centroavante do Atlético não conseguiu fazer o gol. O chute foi com força e no rumo do gol, mas bateu no zagueiro Lucas Fonseca, na trave e não entrou." (mesmo link citado acima). O lance que vi (em repetições do próprio UOL foi um pouco diferente. Quando a bola sobrou de Jean, Fred chutou alto, no lado oposto ao que ficou o goleiro. Aí, veio "voando" o zagueiro Lucas Fonseca e evitou o gol, cabeceando a bola, que foi à trave. Um momento intenso do jogo, com a sorte favorecendo o time baiano, porque a cabeçada de Lucas poderia ter ido à linha de fundo, à trave - como foi - ou às redes, com possibilidades exatamente iguais. A bola não bateu em Lucas. Aconteceu uma ação efetiva do zagueiro. Jean defendeu mais duas ou três cabeçadas de Fred, uma em lançamento de Rafael Carioca e outras duas em lançamentos de Cazares. Desviou para escanteio uma cabeçada de Luan, em defesa difícil. E mandou para escanteio uma bola que fora chutada por Cazares, com desvio de um zagueiro, para o alto (pensei que Jean, adiantado, não conseguiria voltar; conseguiu).
Fiquei matutando sobre as insatisfações das duas torcidas - Flamengo e Atlético Mineiro - com os respectivos treinadores. Quanto ao Flamengo, nada vi de anormal, ainda. Mas quanto ao Atlético, achei estranho a torcida querer mandar embora um treinador cujo time chega tantas vezes ao gol (embora faça nenhum). Incomodou-me a reportagem que encontrei no UOL, a que estou fazendo referência aqui. Transcrevo algumas observações que colhi na página já citada.
1) "Fred foi decisivo no jogo, mas não fazendo gols, como é o costume. O camisa 9 do Galo fez o pênalti convertido por Juninho...".
2) "Mas a noite ruim de Fred não fica apenas pelo pênalti cometido, mas também pelos gols perdidos.".
3) A jogada já descrita, com Lucas, do Bahia desviando a bola do gol para a trave, em ação efetiva, tendo o UOL referido que a bola bateu nele (diferente da imagem que ofereceu).
4) O UOL refere-se a gols perdidos por Fred, mas realça, no texto, a atuação de Jean, afirmando que o goleiro do Bahia fez quatro grandes defesas, duas delas em cabeçadas de Fred.
No programa "Seleção", pela SporTV, li algumas mensagens de assistentes, dizendo que Fred é desagregador e coisa e tal. Nada sei sobre isso. Mas do que vi em campo entendo apenas que, embora com bom desempenho em finalizações, o centro avante do Galo foi superado pelo goleiro do Bahia. O que acaba tendo de acontecer em qualquer jogo de futebol: um ser melhor do que o outro. Jean foi o melhor!
Bahia x Atlético-MGDisse que iria falar no segundo gol do Bahia. Vamos lá: naquele lance, acho que dá para questionar o treinador. Em contra-ataque, três jogadores do Bahia avançaram para a área do Atlético. Cinco jogadores do Galo postaram-se na mesma altura, em linha (cinco contra tres). Quando um atacante do Bahia, pela esquerda, rolou a bola para Juninho, penso que havia tempo para um dos cinco atleticanos pelo menos correr para o atacante, e tentar atrapalhá-lo, pelo menos, enquanto a bola rolava. Ninguém tentou. Poderia ser cansaço (fim do jogo), falta de concentração ou até falta de orientação para a hipótese. Juninho recebeu absolutamente livre. Chutou muito bem.
Ainda estou matutando sobre as pressões para troca de técnicos.

Imagem 1: TORCEDORES.COM
http://torcedores.uol.com.br/noticias/2016/06/flamengo-x-palmeiras-assistir-ao-vivo

Imagem 2: Futebol Bahiano.
http://www.futebolbahiano.org/2011/06/bahia-x-atletico-mg-hoje-as-16h-em.html

21 de jul de 2017

SEGREDINHOS PALACIANOS NÃO MAIS SERÃO GRAVADOS

Fone Invisível Escuta Espiã Micro Ponto Eletrônico AuricularOuço pela TV que, para evitar gravações nos ambientes públicos federais do Palácio, o Gabinete de Segurança Institucional instalou, no Gabinete do Presidente um dispositivo que dificulta a compreensão de áudios que possam ser captados por instrumentos eletrônicos.
Nem dá para comentar, sô!
O Presidente deve saber que pelo princípio da publicidade, art. 37 da Constituição Federal, tudo o que vier a ser combinado em qualquer ambiente do Serviço Público Federal, pode ser ouvido por qualquer brasileiro (direito à informação). Pode ter segredinho não! 
Precisava não de gastar mais dinheiro só para fazer isso. É só o presidente não voltar a fazer besteira, uai!

Imagem: Mercado Livre.
http://eletronicos.mercadolivre.com.br/espionagem-escuta-eletronica-sedex-gratis

20 de jul de 2017

O DRAMA DOS PASSAPORTES E O DIREITO DO CONSUMIDOR

passaportePelo que parece, os governos brasileiros ainda não perceberam que estão - todos eles - sujeitos às normas do Direito do Consumidor. São prestadores de serviço (e costumam fazê-lo muito mal, pelo que corre por aí à boca pequena. Pequena, hein?).
Foi um Deus-nos-acuda o episódio dos passaportes. Muita gente com viagem marcada e paga, e vem a notícia de que a Polícia Federal suspendera a emissão de passaportes, por falta de verba. Ah! Mas os pretendentes a passaportes têm - sujeitando-se às incertezas quanto ao recebimento do documento - de fazer o pagamento antecipado (contrariando o Código de Defesa do Consumidor, Art. 6º - São direitos básicos do consumidor: ... X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral; Art. 51 - cláusulas nulas, reputadas abusivas: ... V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva; ... XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério;).
A exigência de pagamento antecipado, sem estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação, ou deixar a fixação do termo inicial a seu exclusivo critério (quando a verba vier) é a exigência de vantagem manifestamente excessiva.
Ô Sô do Céu! Então o Governo Federal age em desrespeito ao Direito do Consumidor? Para ele não vale? O consumidor que se dane? Ah! Se quiser vai à Justiça e talvez receba o ressarcimento das quantias que pagou com reservas de passagens e hospedagem... daqui a sei lá quantos anos!
Pode-se concluir que incide, no caso, elemento de burocracia (que pode ser dada como burrocracia, que o Hélio Beltrão não conseguiu solucionar): 1) os passaportes são confeccionados na Casa da Moeda, Empresa Pública Vinculada ao Ministério da Fazenda; 2) todos os dinheiros pagos a órgãos do Governo Federal são atribuídos à Receita Federal, o que se justifica em face da necessidade de controle; 3) ao receber as taxas relativas a fornecimentos de passaporte, considerando que o tributo taxa é, por definição, atrelado ao serviço (diferentemente dos impostos, cujas rendas vão para um caixa único, para custeio de todas as atividades do governo, conforme o orçamento), penso que não há obstáculo a, recolhendo-se o dinheiro à Receita Federal, com as informações pertinentes, e com todos os registros contábeis necessários, a Receita transferir, imediatamente, à Casa da Moeda, o valor pago pelo cidadão consumidor, a título de caixa. A atividade estaria sendo executada sem qualquer interrupção, porque já estaria paga. Não me conformo em admitir que, para fazer uma operação, através da informática, possível até em tempo real, o governo prefira uma lei. Foi necessária uma lei elaborada às pressas, sancionada às pressas, para impedir o vexame de não entregar passaportes a quem já os havia pago. Isso poderia ter sido feito de dentro das salas dos gestores, com programinhas de computadores, que a Receita Federal tem muito bons, cercando todas as informações dos contribuintes. Tudo sem pedalada fiscal.
Se não fizerem um aplicativo para gestão da atividade e satisfação do consumidor (sem privilégios, dentro das normas), eu vou ficar com muito mais vergonha ainda.

Imagem Passaporte: Deixe-me contar... por Jéssica Vieira.
http://www.deixemecontar.com.br/viagem/tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-tirar-seu-passaporte/


Imagem Código de Defesa do Consumidor: OAB 29ª PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO.
http://www.oabprudente.org.br/noticias/103





14 de jul de 2017

A GRANDE PREOCUPAÇÃO DO DOUTOR ANTÔNIO MARIZ

Lei que impedia punição disciplinar no serviço público é julgada inconstitucionalOuvi do defensor de Temer - Dr. Antônio Mariz - uma pérola que me preocupa: diz ele estar muito preocupado com o que classificou de "avanço da cultura punitiva no país".
Não teria o "nobre advogado" - como gostam de tratar-se os causídicos - podido pensar, paralelamente, pelo menos, no avanço da cultura delitiva no país? Será possível pensar que a punição deveria ser, sempre, a irmã siamesa do delito?

Imagem 1: INFORME.
http://jornalinforme.com.br/cacador/index.php/editorias/item-vimeo/item/1725-lei-que-impedia-punicao-disciplinar-no-servico-publico-e-julgada-inconstitucional


Imagem 2: Vista Direita
http://www.vistadireita.com.br/blog/a-falacia-do-combate-a-corrupcao/

12 de jul de 2017

CÁ PRA NÓS,...



... cê não acha que tem Rodrigo de mais rodeando o Temer? Rodrigo Janot, Rodrigo Rocha Loures, Rodrigo Pacheco, Rodrigo Maia... e ainda tinha que vir o Joesley com nome trocado, exatamente "Rodrigo"?





Imagem: OS DIVERGENTES.

MAIS UMA MANCADA DO TEMER. PREFIRO AS DA DILMA










Nenhuma coloração partidária em minha afirmação. É que as mancadas da Dilma eram engraçadas, porque a mim parecia que ela estava em outro mundo, e, na maioria das vezes, não envolviam contradições. Já o Temer foi pego em algumas contradições, quando se manifestava, nas quais acabava chocando-se consigo mesmo: o papo sobre uma tal "carne fraca" que ainda nem existia; a negativa de haver sido transportado em avião da JBS, mesmo sabendo que a regra geral é o registro de todos os voos regulares...
Recentemente, veio com uma primorosa, afastados os termos da contradição por intervalo de alguns dias.
Disse sua excelência que está em curso uma tentativa de desarmonizar os poderes do Estado. Emendou: 


"... E isso, meus amigos, é um crime contra o estado democrático de direito. Isto só passa pela cabeça daqueles que na verdade acham que são autoridades iluminadas por uma centelha divina."

No entanto, no dia 27 de junho, o mesmo Temer dissera, em outro pronunciamento, talvez para a mesma plateia, pelo menos em parte:

"Para mim, é algo tocante, é algo que não sei como Deus me colocou aqui, não é?, dando-me uma tarefa difícil mas certamente para que eu pudesse cumpri-la. Portanto...".

Pois não é que Temer entende que sua autoridade é iluminada por uma centelha divina? E mais: que Deus achou-o capaz de cumprir a tarefa que lhe dava. Com essa expressão, Temer recuou um tempão na História, quando se afirmava - coisa muito antiga - que "todo poder vem de Deus". E era em latim (omni potestas a Deo)! Foi-lhe acrescentada, posteriormente, a expressão per populum. O recuo de Temer foi a um ponto anterior a esse acréscimo.
Como dizia Dona Ephigenia, "presunção e água benta cada um se serve à vontade".


Imagem: Criticidade Voraz.
http://criticidadevoraz.blogspot.com.br/2014/06/os-tres-tipos-de-contradicao.html

3 de jul de 2017

A (IN)DISCIPLINA NO FUTEBOL PODERÁ SER CAUSA DA MEDIOCRIDADE?

Fred dirigindo-se ao árbitro "respeitosamente", depois
do segundo cartão amarelo.
Não me conformo em ver o futebol tão enfeiado por jogadores e árbitros. Tenho alguma pena desses últimos, porque, por um lado, são frequente e repetidamente desrespeitados pelos jogadores e, por outro, há sempre um comentarista a achar erro no árbitro, principalmente quando quer impor disciplina. Tenho escrito sobre o assunto, desde os primórdios do cadikim: 30/04/2012, EDUCAÇÃO NO FUTEBOL (OU MELHOR, FALTA DE) - http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2012/04/educacao-no-futebol-ou-melhor-falta-de.html), e 21/06/2015, PARA VARIAR, A CULPA É DO ÁRBITRO! - http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2015/06/para-variar-culpa-e-do-arbitro.html. Em um deles, relatei um destempero meu, e indiquei o que poderia ser justificativa. Até que poderia ser aceita como tal, porque o capitão do time adversário chegou-se ao árbitro e disse: "Não mate a gente de vergonha. Marque o gol". Assim foi feito e nosso time ganhou o jogo por 3 x 1. Mas ficou em mim, até hoje, um sentimento negativo de o fato ter sido uma das coisas mais feias que fiz em minha vida. Talvez venha daí minha intransigência com atos indisciplinados de jogadores (e penso que transigir tem sido uma coletânea de ações e omissões que têm resultado em grandes descalabros, no Brasil, em vários setores). Não exonero os juízes. Muitos erros deles - alguns imperdoáveis - têm sido causa até de reações violentas, em disputas seguintes ao erro. E até de memória para outros jogos. Lembrei-me - e um comentarista abordou - de um juiz que não marcou um pênalti no Tchô, do Atlético, em jogo contra o mesmo Botafogo, por volta de 2006. O Atlético poderia ter-se classificado, se o juiz tivesse marcado e o cobrador convertido. Assisti a esse jogo e vi o juiz próximo e de frente para a jogada. Isso vira memória. O comentarista abordou a hipótese dessa memória atuar durante longo tempo.
Mas pretendo atualizar. No recente jogo Atlético Mineiro x Botafogo, pela Copa do Brasil, jogadores do Atlético pressionaram muito o árbitro por causa da expulsão de Fred (2º amarelo), além de outras reclamações. E acossaram o árbitro em grupo ou com adesões de companheiros de time. Assisti ao vt, para conferir (já achara, por imagens de noticiário, que Fred merecera o segundo amarelo; um botafoguense tentava dominar a bola, que veio pelo alto e, no momento, estava elevada, ainda, afastada do corpo do jogador; Fred chegou em velocidade e lançou-se sobre o corpo do adversário, fora da bola). O primeiro amarelo resultara de ação irregular de Fred, puxando o adversário pela camisa. Para a maioria dos comentaristas, o juiz estava certo. Mas Fred saiu de campo possesso, aos gritos de que "é o quinto árbitro que vem fazer isso com a gente e ninguém fala nada". O presidente do Atlético também foi dizer pela TV que o árbitro prejudicara o Galo. Vi nada disso no vt.
No Atlético Mineiro x Cruzeiro, ontem, ocorreu um tumulto, também, com empurra-empurra entre jogadores dos dois times, e quase vias de fato de alguns. Já ocorrera uma insatisfação de treinadores com o árbitro, porque aplicou cartão amarelo - um para cada lado - para o primeiro que invadiu o campo (seguido por outros), para comemorar gols. Está virando moda e serve, conforme o momento do jogo, para "engordar tempo". Como serve, também, a demora para cobrar faltas, arrumar a bola na marca do escanteio, repor a bola em jogo... Muita reclamação só é iniciada - e sempre apoiada por companheiros - para "engordar tempo" e fragmentar o jogo. Isso tudo no mínimo tolerado por dirigentes e treinadores, não se podendo afirmar com certeza se os mesmos querem e/ou orientam assim. Não adianta a FIFA dizer que quer no mínimo 60 minutos de bola rolando.
Nosso futebol vai ficando cada vez menos verdadeiro. Medíocre!

NOTA: nada contra o Galo. Fui um atleticano moderado, que ia ao Mineirão ver aquele time ótimo do Cruzeiro, com Tostão e Cia.; como ia ver, também, aquele ótimo time do Galo, com Reinaldo e Cia. Atualmente, apenas aprecio o futebol, que gostaria de ver bem jogado, mas que ainda reserva algumas ações muito apreciáveis. Torço para time nenhum, porque não vejo por que gastar energia com uma coisa que vejo deteriorando-se ao longo do tempo.

Imagem: globoesporte.
http://globoesporte.globo.com/mg/futebol/copa-do-brasil/jogo/29-06-2017/atletico-mg-botafogo/

30 de jun de 2017

VOLTANDO AO MACACO SÓCRATES: EU SÓ QUERIA ENTENDER

Sócrates. O macaco tá certo!!!!Ouço pela TV, recorro ao escrito e encontro expressão atribuída a Donald Trump, na GAZETAONLINE (http://www.gazetaonline.com.br/noticias/mundo/2017/06/donald-trump-anuncia-cancelamento-do-acordo-com-cuba-1014067003.html): "Eu estou cancelando o acordo completamente unilateral da última administração [Obama] assinado com Cuba".
Escrevo "expressão atribuída a Trump" porque ouvi o presidente falando mas, porque entendo nada de inglês, custo a crer que esteja correta a tradução que me apareceu na legenda.
Corro ao Aurélio e encontro: unilateral. Adj. 2 g. 1. Situado de um único lado. 2. Que vem de um lado só. Não satisfeito, vou a "acordo" e escolho o significado, dentre vários, que mais me parece aplicável aqui: 4. Combinação, ajuste, pacto.
Uai, sô! Então há como fazer um pacto que vem de um lado só?
Pode ser chatice minha. Mas eu só queria entender.

Imagem: Conselho Jedi.
http://www.jedirio.com.br/jedirio-news/planeta-dos-macacos-o-inicio-de-uma-saga/

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - NO RANCHO FUNDO


"Sem um aceno
ele pega na viola
e a lua por esmola
vem pro quintal desse moreno."



Ary é um dos maiores compositores da música nacional (Foto: Reprodução/Last.FM) (Foto: Ary é um dos maiores compositores da música nacional (Foto: Reprodução/Last.FM))






Ary Barroso e Lamartine Babo













Para ouvir com Gal Costa e Raphael Rabello:
https://www.youtube.com/watch?v=LVoFNi9f_7k




Imagens:
Ary: techtudo
http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2013/11/ary-barroso-ganha-homenagem-em-doodle-do-google-no-seu-110-aniversario.html

Lamartine (ao piano): O DIA DIVERSÃO
http://odia.ig.com.br/diversao/2014-10-07/lamartine-babo-e-relembrado-com-show-e-relancamento-atualizado-de-biografia.html

28 de jun de 2017

ILAÇÃO / FICÇÃO: MELHOR EXPLICAR A MALA.

ILAÇÃO: Dedução. O que se conclui partindo de inferências e deduções (Dicionário Online de Português). Aquilo que se conclui de certos fatos; dedução, conclusão. (Aurélio).
FICÇÃO: Criação da imaginação; invenção fabulosa (Dicionário Online de Português); 1. ato ou efeito de fingir. fingimento. 2. Coisa imaginária, invenção. (Aurélio).
O presidente Temer fez a ilação dele, com base em alguns fatos conhecidos, ou que disse terem existido, ainda não demonstrados, pelo menos: ex-procurador da "mais estrita confiança" (repetiu as próprias palavras gravadas por Joesley) de Janot foi trabalhar para a empresa do delator, recebeu milhões, sem ter passado por "quarentena". Ilação de Temer: os milhões de honorários poderão não ter sido destinados apenas ao ex-procurador. Quase "cardosiano" o raciocínio (chamo de cardosiano - e não de cartesiano - o exercício de lógica atribuído a Newton Cartoso, no respectivo anedotário (não dá para descever agora, é um pouco longo). Cardosiano porque assenta-se em uma possibilidade, sem efetiva ligação com outros fatos.
De "sem-pulo", o presidente emenda que a peça acusatória é uma ficção, sem qualquer prova. No entanto, a existência de simples indícios justifica a abertura de ação penal. A condenação irá depender da comprovação dos indícios.
Mas vamos raciocinar, como teria dito o general: não foi negada pelo presidente a visita de Joesley ao Jaburu, à noite, sem identificar-se, circunstância que foi aprovada pelo presidente, conforme a gravação. Nem foi negada qualquer das expressões proferidas por Temer e gravadas por Joesley. Ataca-se a gravação, não o que foi gravado. 
Afirma Temer que não há a mais mínima prova do recebimento do dinheiro por ele. Verdade, porque o dinheiro foi devolvido por Rodrigo Loures, parcialmente primeiro, e recompletado depois, em Juízo (documentado, portanto). A gravação daquela corridinha esperta de Rodrigo Loures com a mala, em uma pizzaria (repito, tinha de ser uma pizzaria) não passava de uma gravação externa de cena do filme que está sendo produzido - "Eu quero amá-la" - cena que serve apenas a criar um execrável trocadilho com o nome do filme, e no qual Rodrigo Loures é reles figurante, não se sabendo ao certo - explicitamente, pelo menos - quem é o diretor.
A primeira explicação de Temer, sobre a conversa com Joesley, de que tratavam da operação carne fraca, esboroou-se, já que referida operação só eclodiu cerca de dez dias depois. Depois veio o jatinho para Comandatuba. Temer negou, para admitir depois, só que "sem conhecer o proprietário do avião".
Temos, portanto, que tanto no papo sobre operação carne fraca como ou outro, sobre o avião desconhecido, Temer negaceou. Viraram ficção, um e outro fatos.
Sigamos para ilação. É claro que o exercício de lógica de Temer poderá não ser descartado de plano, quanto à possibilidade de um ex-procurador, agora empregado de empresa, engendrar uma delação premiada envolvendo condições muito favoráveis ao delator, por obra da PGR (leia-se "Rodrigo Janot"), com honorários altíssimos para serem divididos com o ex-chefe. Mas faltam a esse exercício de lógica muitos elementos fáticos para chegar a constituir um simples indícios. Mera ilação do presidente, com parcos ingredientes.
Passemos ao diálogo Temer - Joesley: um empresário (ora o maior produtor de proteínas do mundo, ora um falastrão, ora desqualificado completamente, um bandido...) penetra no Palácio do Jaburu, após as 22 horas, sem declinar sua identidade, e conversa com o presidente da República, abordando assuntos que relatam a prática de irregularidades, improbidades e crimes. Ali, o presidente indica-lhe o contato de Rodrigo Loures, desaconselhado que estava o contato Gedel. Perguntado por Joesley se podia tratar de tudo com Loures, o presidente responde: "tudo" (ainda não se conseguiu desqualificar a gravação, objetivamente). Aí vem o episódio da mala (não a do filme). A devolução do valor que fora relatado em outra gravação. A versão desencontrada do motivo do encontro (primeiro ficção, eufemismo de mentira, sem retificação). O negaceio quanto ao jatinho para Comandatuba. As flores. Esses os ingredientes.
O que pensar? O que eu quiser (pois Temer não está dizendo que pode pensar o que quiser?). Repito Millôr: "livre pensar é só pensar".
Pois bem: diante de um encontro entre duas pessoas, ocorrido fora de agenda, tarde da noite e sem testemunhas, com mentira sobre o assunto tratado, sem posterior retificação, posso pensar o que quiser, desde que não seja incompatível com os fatos conhecidos. No meu raciocínio, pode transitar desde um encontro romântico indeclarável até uma conspiração. Acho melhor explicar a mala.

27 de jun de 2017

QUANTOS JANTARES AINDA IREMOS PAGAR?

Vira e mexe, no tumulto das notícias que preocupam ocupantes do governo, um jantar no Palácio do Jaburu. Deu BO, chama a base aliada para jantar.
Regabofes são muito bem vindos, em geral ("mormentemente" quando em regime de boca livre) e, não raro, predispõem participantes a gostar de quem os oferece.
Problema é que os jantares no Jaburu são pagos pelo povo, para tratar de interesses nada republicanos, nas hipóteses de BO.
Nada contra qualquer servidor público reunir pessoas para buscar soluções para problemas, ainda que pessoais. Nada contra reuniões em prédio público que serve de moradia ao servidor. Mas o cardápio deveria ficar por conta de quem convida (máxima muito antiga: quem convida dá banquete). Poderei estar falando bobagem, porque não frequento as rodas. Poderá ser diferente do que penso? Alguém poderá vir demonstrar que todos os cardápios (já são vários jantares) foram custeados por quem convidou.
Mas duvideodó!


Imagem: Etimologista Iba Mendes.
http://www.etimologista.com/2010/05/origem-do-banquete.html

23 de jun de 2017

RELAXA, PRESIDENTE! ESTRESSE FAZ MAL!

Há algo de podre no reino da Dinamarca. (William Shakespeare)Só podia estar estressado - e muito - nosso Presidente. Duas mancadas graves em uma única e pequena frase: iria ao Parlamento Brasileiro e "...um pouco mais adiante com Sua Majestade, o Rei da Suécia".
O ato falho do "Parlamento Brasileiro" até que passa. Afinal, o Parlamento Brasileiro é uma das coisas que não saem da cabeça de Temer. Mas não saber aonde estava?
O que penso, mesmo, a respeito de muitos discursos políticos, "mormentemente" (Ah! Odorico Paraguaçu!) quando fala a maior autoridade, no Brasil (meus horizonte são muito curtos, para poder comparar), é que, como é a última que fala, pode dizer a besteira que disser (e dizem muitas), que ninguém mais pode falar. Mas S. Exa. o Sr. Presidente não estava no Brasil.
Tanto é assim que, depois que a Primeira Ministra falou em meio ambiente e em corrupção, o Presidente lançou apenas o que considero uma desculpa esfarrapada, deitando conhecimento da Constituição Brasileira (que tem de fato), mas tentando dourar a pílula, dizendo: "A democracia no Brasil é algo plantado formalmente pela Constituição de 1988, mas praticada na realidade, ou seja, há uma coincidência absoluta entre a Constituição formal, ou seja, aquilo que está escrito, e a Constituição real, ou seja, aquilo que se passa no país.".
Terá dito isso sem qualquer constrangimento? Não terá corado? Não o açoitou a ideia de que alguém pensasse em perguntar sobre o dispositivo do art. 37 da Carta Brasileira, que estabelece os princípios da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência? Todos eles - princípios constitucionais - fortemente espancados pela Lava Jato e pela JBS?

Imagem Shakespeare: kdfrases
http://kdfrases.com/frase/115814

Imagem Constituição: Sul21

http://www.sul21.com.br/jornal/metamorfose-ambulante-da-constituicao-brasileira-por-antonio-lassance/

22 de jun de 2017

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - CIDADE LAGOA


Bombeiros auxiliam a retirada de pedestres que ficaram ilhados durante o temporal no Jardim Botânico (Foto: ARMANDO PAIVA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO)


A propósito das enchentes no Rio de Janeiro: Cícero Nunes, Sebastião Fonseca e Moreira da Silva já sabiam e contam a História.








"Quem tiver pressa, seja velho ou seja moço, entre nágua até o pescoço e peça a Deus pra ser girafa."


Cícero Nunes e Sebastião Fonseca, em "Cidade Lagoa", gravada em 1989.












Para ouvir com Moreira da Silva:





https://www.youtube.com/watch?v=D5t4crQNdt4





Imagem 1: G1 RIO DE JANEIRO.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/chuva-alaga-ruas-da-zona-sul-do-rio.ghtml

Imagem 2: BEST homenagens.
http://www.besthomenagens.com.br/homenageamos-hoje-moreira-da-silva/#catalogo





18 de jun de 2017

PATROCINADORES DE CLUBES DE FUTEBOL E A IDIOSSINCRASIA DOS NÚMEROS

Imagem intitulada Do a Throw in Soccer Step 3
Vai que tivesse a marca do patrocinador sobre o número 
Hoje, no jogo Coritiba x Corinthians, chamou-me a atenção a marca da CAIXA nas costas das camisas dos jogadores do Coritiba. Logo abaixo, os números. Não pude deixar de pensar no que poderiam, como eu, imaginar alguns distraídos que, assistindo aos jogos, dessem com um lateral direito, numeração tradicional, e vissem a marca do patrocinador e o número 2 logo abaixo.


Imagem: wikiHow.

http://pt.wikihow.com/Fazer-um-Arremesso-Lateral-no-Futebol