20 de nov de 2017

MILLÔR EM PEDACINHOS - ALGUMAS PALAVRAS DA MODA (PÁG. 215/218)


Nessa seção do livro, Millôr emite conceitos sobre algumas de nossas evidências.


"VOTO SECRETO


Coisa de australiano - usado a primeira vez na Austrália em 1856 -, só chegou à Grande Democracia dos Isteitis em 1888, quando nós, humanisticamente, estávamos preocupados em libertar os escravos, coisa da qual nos arrependemos até hoje. O voto secreto é a esmola que a democracia dá ao cidadão-contribuinte."

Do livro abaixo, página citada, com data, ao final dos vários conceitos, de 20/10/1983.




16 de nov de 2017

AMÉRICA MINEIRO DE VOLTA À SÉRIE "A" DO BRASILEIRÃO

Em 22 de novembro de 2015, o cadikim louvava o América Mineiro, pelo acesso à série A do Brasileirão (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2015/11/america-mineiro-na-serie-do-brasileirao.html). Manifestei minha simpatia pelo Clube, falei das minhas andanças por lá e deitei conhecimento sobre craques dos quais há muito não se ouve falar. O América foi berço de grandes craques. Dois anos depois, volta a repetir o feito. Lamentavelmente, depois de subir para disputar série A em 2016, foi novamente rebaixado e disputou série B em 2017. Neste ano, faz campanha muito boa e pode até terminar como campeão. Foi campeão da Série C, em 2009, quando teve acesso à Série B.
Muito sobe desce. No período entre 1959 e 2017 (58 anos), o América Mineiro participou 15 vezes do brasileirão, na série A. Muito pouco, para um clube com a tradição do América.
Vejo, também, que muitos - muitos mesmo - clubes de outras cidades participaram no mesmo período, 1, 2, 3 e 4 vezes da Série A. Uma vez só, mais de 30. Um jogo de sobe e desce, ou seja, muitos times que conseguem o acesso não duram muito tempo. Sempre pensei que poderiam mudar o modo de subir (se o calendário permitir): fazer um octogonal rápido, mata-mata, entre os quatro últimos da série A e os quatro primeiros da Série B. Acho que o fato de ser o primeiro na Série B pode não significar ser melhor do que o último da Série A. Penso que poderia pelo menos reduzir o sobe-desce.

Imagem: TVONLINE GRATIS 1
https://tvonlinegratis1.com/assistir-america-mg-x-nautico-ao-vivo-online/

15 de nov de 2017

13 de nov de 2017

ACHEI QUE O JUIZ IRIA REALIZAR MEU SONHO

Tenho dito que um de meus sonhos é ver um jogo de futebol terminar mais cedo, por falta de jogadores, causada por expulsões que deixarem em campo número menor do que o admitido . Ainda gosto de assistir aos jogos mas estou ficando sem paciência. Qualquer falta que um juiz apita - certo ou errado - correm para cima dele vários jogadores do time penalizado. Muitas das vezes, penso eu, é para "engordar tempo", depois que começa a contagem dos descontos. Mesmo durante o tempo normal, quando um time está ganhando apertado, muitos dos movimentos dos jogadores são para "enrolar". Mas na maioria das vezes é para peitar o juiz, mesmo. Constrangê-lo.
Penso que, no caso de jogadores correrem para cima do juiz "de turminha", o juiz deveria recebê-los - a todos - com o cartão amarelo em uma das mãos, com a outra no bolso do vermelho.
Só que, por motivos que "a própria razão desconhece", os juízes não têm coragem de fazer isto.
Num jogo do Corinthians, um jogador "machucou" e, depois de atendido no campo, teve de sair. Voltou sem autorização do juiz. Como já estava amarelado, era caso de cartão vermelho. Os jogadores do Corinthians correram "de turminha" para cima do juiz, que foi recorrer ao auxiliar, para que informasse se havia autorizado. A "turminha" toda correu atrás, reforçada pela "turminha" adversária. O juiz fez sinal, mais de uma vez, para que se afastassem. Afastaram-se? Aqui, oh! Ora, quem pode autorizar é o juiz (costumo dizer que o juiz não é a maior autoridade em campo; é a única). Mas inventaram um pissilone de que o juiz fizera um sinal com o braço direito. Fizera, sim, mas era para o Cássio recolocar a bola em jogo (estava fazendo cera). Estava de frente para o Cássio e não voltou a frente para o jogador que estava fora do campo. Ficou tudo como d'antes no quartel de Abrantes. A volta do jogador foi referendada.
Em um dos últimos jogos do Atlético, o juiz mostrou o amarelo para o Adilson, do Galo. Acho que se enganou. A "turminha" também achou e partiu para cima. Só que o juiz, recuando depressa, claro, ato contínuo, já mostrou o cartão também para o Robinho, um dos mais próximos. Achei que iria realizar meu sonho: amarelar a "turminha" inteira. Só que o mais próximo era o Fred, que já estava amarelado. O juiz não teve coragem. Seguiu recuando e deixou como estava.
Penso que as pessoas que dizem gostar de futebol e que ganham dinheiro com ele - dirigentes, jogadores, narradores, comentaristas... - deveriam decidir se preferem juízes com autoridade ou juízes sem autoridade. Na segunda opção, é só deixar como está. Se optarem pela primeira, meditarem, com sinceridade, sobre as possíveis causas dessa perda de autoridade, que eu vi em um Mário Vianna, um Armando Marques... Não vou nomear mais porque posso me enganar, já que comentei o Arnaldo César Coelho (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2012/01/como-ficam-os-juizes-de-futebol.html). Além do comentário no texto indicado, já vi o mesmo comentarista de arbitragem dizer que, para aplicar amarelo, naquele "empurra-empurra" na área, o juiz deve advertir os jogadores antes. Ficaria lindo um policial dizer para um indivíduo, com arma na mão, ameaçando atirar em outro, dizer-lhe: olha, se você atirar eu vou prendê-lo e você será processado, viu?
Penso que é preciso escolher o que se quer: um futebol limpo, desembaraçado, técnico, ou essa bagunça que nos aparece em cada jogo.

Imagem e texto abaixo: UOL esporte
Manual prático de como fazer cera no futebol (contém humor).

12. Quando algum companheiro arrumar confusão com um adversário, todos os outros jogadores deverão se dirigir à cena do desentendimento para fingir apaziguar... - Veja mais em https://cornetafc.blogosfera.uol.com.br/2017/09/30/manual-pratico-de-como-fazer-cera-no-futebol/?cmpid=copiaecola

Na verdade, é para arrumar mais confusão...




Fernando Donasci/UOL... - Veja mais em https://cornetafc.blogosfera.uol.com.br/2017/09/30/manual-pratico-de-como-fazer-cera-no-futebol/?cmpid=copiaecola

10 de nov de 2017

MILLÔR EM PEDACINHOS - US FORA DA LEI NUM TÃO CUM NADA

Já deve estar bastante claro que Millôr está entre os meus preferidos. Leio e releio a mesma coisa.
Resolvi, então, criar uma seção neste blog, dedicada a compartilhar excertos de textos e alguns quadrinhos. A fonte comum dos pedacinhos que pretendo compartilhar é o livro "O MUNDO VISTO DAQUI (PRAÇA GENERAL OSÓRIO) 1980 - 1983, autoria de Millôr, claro. A atualidade dos textos justifica revê-los, ainda que parcialmente.
Mas os curiosos, os admiradores provavelmente poderão encontrar o livro, para conhecerem a íntegra: AGIR EDITORA LTDA, Rua Nova Jerusalém 345 - Bonsucesso - Rio de Janeiro - CEP 21042-235 - Fone (21)3882-8200 (dados constantes do livro, não sei se atuais).
Poderia ter adotado o título da seção como "Millôr em Excertos". Ficaria muito pedante e o Millôr quase que só transita por esse terreno quando parte para a ironia.
Outro fator que me levou ao título é a freqüência com que Millôr fala do episódio do Riocentro, durante a ditadura, em que dois militares agentes do DOI-Codi do 1º Exército, dentro de um carro no estacionamento, planejavam detonar uma bomba no auditório do pavilhão, onde 20 mil pessoas assistiam ao show comemorativo do 1º de maio, com o objetivo de criar pânico na plateia e responsabilizar um grupo de esquerda pelo atentado. A bomba explodiu acidentalmente, tendo morrido os dois militares.
Preferi, então, "Millôr Em Pedacinhos".
Inaugurando a seção:

"Us fora da lei num tão cum nada"

O pessoal anda meio escandalizado com os out-law, os fora da lei, que podem acabar dominando a sociedade com o jogo, seu lenocínio, sua droga. Mas eu, que sou rendeiro e como carne de carneiro, não estou tão assustado assim. Acho até que eles têm direito a seu quinhão de glória, poder, dinheiro. Lutam por isso desde que nascem, geralmente na mais absoluta miséria, não contam com o Estado para nada e vão lá, no buraco da onça, cutucar a fera, arriscando a vida. Muitos morrem.
......................................................................
O que me preocupa são os novos donos do poder, a máfia do "social", caminho suave, atapetado, amplo, limpo, universitário. Tão limpo que ninguém morre e ninguém mata, nessa área. No máximo, se xingam. Tutto buona gente.
Vocês já moraram: mais uma vez estou falando dos socialistas de direita, perto de quem os malfeitores comuns são sujos diletantes disputando migalhas econômicas.
......................................................................
A ascensão é suave. O cara, lá em sua universidadezinha, ...............................
Depois começa a participar de simpósios, assume assessorias e logo domina as imensas salas das imensas autarquias. Aí tem à sua disposição exclusivos meios de transporte (uma fixação!), cujos símbolos máximos são o jatinho lá no alto e o transporte vertical, no mais amplo sentido da palavra - o elevador privativo. Aí está no trono do poder do século - a tecnoburocracia.
Até que é um empreguinho modesto. Ninguém ali, no papel - podes crer -, ganha mais de 300, 200 picos, depois do IR, INPS, etc. Mas, como são todos gênios da multiplicação econômica, têm casas suntuosas, aparecem na TV sempre de ternos brilhantes, ................................. porque só participam dos lucros, e não arriscam nada porque o nirvana é vitalício. Se saem do escalão dos mil mais poderosos e caem em "desgraça", essa desgraça é o escalão dos dez mil mais poderosos, altamente paparicado pelo escalão dos mil, pois os que estão no primeiro hoje estarão no segundo amanhã e vice-versa. São mágicos do monopólio de tudo ...................................
e têm sempre na boca a última verdade econômica e social, naturalmente completamente diversa da verdade apregoada no dia anterior.
Esses, sim, amigos, os verdadeiros e elegantes godfathers do nosso piccolomondo. Portanto, por que temer os fora da lei? No Brasil, temos que temer é os que estão acima da lei, ou melhor, os que, quando a lei não lhes serve, fazem outra."

04/11/1981
Pág. 45/147.



8 de nov de 2017

CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: OS FORNECEDORES CONHECEM BEM? CUMPREM?

Passo diariamente pelas portas do Supermercado Bretas, no PÁTIO CENTRAL SHOPPING. Pela porta da frente e pela dos fundos.
Tenho o péssimo hábito de observar. Foi por isto que, durante os dias de novembro, até hoje, observei uma mensagem publicitária, fora da porta dos fundos, que dá acesso ao supermercado: "COBRIMOS A OFERTA DO CONCORRENTE NA HORA, NO CAIXA". Em baixo, em letras menores: "*Limitado às condições do regulamento disponível nas lojas e no site www.bretas.com.br. Campanha válida entre 04/10/2017 e 30/10/2017.". Assim como poderá ser visto na foto.
Ora, se conforme o conteúdo da mensagem vou tentar que proposta alheia seja coberta, não me assustarei se ouvir que o prazo da campanha já se encerrou. Reclamar adianta? Ir à Justiça por causa disto e amargar as demoras e a incerteza dos processos? O cliente acaba se acomodando.
Não obstante, o Código de Defesa do Consumidor estabelece, no artigo 4º, princípios da Política Nacional das Relações de Consumo, cujos objetivos, dentre outros, são o respeito à dignidade do consumidor e a transparência e harmonia nas relações de consumo.
Um desses princípios (inciso III do art. 4º) é 

"...a harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica, sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores".

Vê-se, claramente, que a maioria dos fornecedores não quer a coisa às claras.
Quando observo, nos estabelecimentos comerciais, aquele livrinho bem à vista - o Código de Defesa do Consumidor - comento, invariavelmente, que quem deve ler muito aquele livrinho é o fornecedor, mais do que o consumidor. Não é a lei que impõe ao fornecedor a clareza nas mensagens e a segurança do consumidor quanto às mesmas. É o princípio da boa-fé, que nem sempre estando presente do lado do fornecedor, a lei quer impor ao mesmo.
Por isso é que o Judiciário está cheio de demandas de consumidores contra fornecedores.



7 de nov de 2017

O COMPLÔ DE JANOT

Não pretendia falar disso agora. Programara escrever algo sobre o que chamo de "Relatório Andrada" - o que considerei mais uma peça de defesa do que um relatório. Mas os relatores são assim mesmo...
Não pretendia falar agora, porque me programara para ler a denúncia de Janot, para poder entender a defesa, se consegue esgotar a denúncia. Só que a denúncia de Janot está em 245 páginas e, por enquanto, só li 30. Não tenho pressa porque sei que nada resolverei. Apenas revolverei.
Pretendia colher informações para publicar em capítulos seguidos, porque só uma postagem não poderá abarcar sequer o Relatório Andrada.
Mudei de ideia, para a de comentar um tópico apenas, imediatamente. E se mudei foi porque vi e ouvi, ontem, o Temer declarando que " '...foi denunciado criminalmente duas vezes porque o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, autor das acusações formais, queria impedir sua influência na escolha do novo chefe do Ministério Público...' e que 'Urdiram muitas tramas, na verdade, para derrubar o presidente da República, derrubar o regime posto. As duas denúncias que foram desautorizadas pela Câmara, hoje está robustamente, relevantemente, fortemente demonstrado, era uma articulação que tinha um objetivo mesquinho, minúsculo, menor, de derrubar o governo para impedir o presidente de indicar o sucessor daquele que ocupava a PGR', disse o peemedebista". NOTA: vi e ouvi - pela TV, óbvio - essa declaração de Temer. Mas fui pesquisar e colhi o texto - que corresponde ao que ouvi - no ESTADÃO (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-diz-que-foi-denunciado-porque-janot-queria-impedir-nomeacao-de-novo-chefe-do-mp,70002074186)
A fala de Temer remeteu-me à defesa - entenda-se Relatório Andrada - a que me referira, da qual transcrevo tópicos que selecionei.


"É importante também, fazer referencia à Policia Federal, que
hoje é indiscutivelmente a atração principal dos noticiários de televisão,

mas à época, era um simples braço do Ministério da Justiça para apoiar o
Poder Executivo, em face de questões judiciais e de segurança.

..................................................................

Ao Supremo Tribunal Federal foram dadas novas

competências, entre elas, por exemplo, a possibilidade de retirar normas do 
mundo jurídico por meio de Ações Diretas, mesmo sem autorização do
Poder Legislativo, órgão legítimo para tanto.

..................................................................

Já em relação ao Poder Legislativo, constatamos um nítido

enfraquecimento, que além de se submeter às Medidas Provisórias, que é
providência autocrática do Presidente da República, teve reduzidas as
prerrogativas e as garantidas da imunidade parlamentar, consagrada em
todos os países do Ocidente. Dessa forma, os processos contra os
parlamentares deixaram de ser objeto de análise por parte dos colegiados da
Câmara ou do Senado, passando, automaticamente, na prática, para a
avaliação e julgamento judicial do Supremo Tribunal Federal.
Embora a Constituição ainda possibilite que a Câmara dos
Deputados ou que o Senado Federal, por maioria absoluta de seus
membros, possa sustar o andamento do processo no Supremo Tribunal
Federal, politicamente, isso constitui providência impossível, pois qualquer
tentativa nesse sentido provocaria protestos e críticas dos meios de
comunicação, com repercussão na opinião pública. Portanto, o Poder
Legislativo, na prática, perdeu as suas imunidades parlamentares, embora a
Constituição de 1988 permita a figura anteriormente citada da técnica da
sustação do processo.
Além dessas distorções que citamos, resultou que o Poder Legislativo muito perdeu na sua eficiência institucional com a falta das
imunidades parlamentares que existiam no passado brasileiro. É curioso que essa perda de garantias do Parlamento submete o Legislativo às pressões judiciais e à descaracterização das funções parlamentares dentro da sociedade. Essa situação cresceu de tal maneira que o Ministério Público, hoje órgão poderoso no nosso sistema que, aliás, se utiliza e

domina a Polícia Federal, mancomunado com o Judiciário, trouxe para o

país um desiquilíbrio nas relações entre os poderes da República.
Também é nítido o que ocorre com o Ministério Público. Este,
que nas constituições anteriores, era um órgão de autonomia limitada,
passou a ter plena independência, podendo ser considerado, indiscutivelmente, como um novo Poder, com atribuições fortalecidas.
Hoje, as acusações que o Ministério Público propõe contra qualquer pessoa, qualquer entidade, e mesmo órgãos públicos, passam a constituir providências de consequências muito sérias, ficando, de certa forma, dentro
da política do processo judicial, com uma força sobre certo aspecto até
maior do que o próprio Juiz, sobretudo quando focaliza questões
escandalosas ou de interesse coletivo, com apoio no noticiário telejornalístico, que fortalece estas atuações espetacularizadas pelos meios de comunicação.
Aliás, é curioso verificar como o Ministério Público de ontem é bem diferente do atual, com o poderio que hoje alcançou. Percebese que na Constituição da República de 1988 reservou-se a este órgão mais dispositivos do que todas as Constituições anteriores somadas.

..................................................................
Já em relação ao Poder Legislativo, constatamos um nítido enfraquecimento, que além de se submeter às Medidas Provisórias, que é providência autocrática do Presidente da República, teve reduzidas as prerrogativas e as garantidas da imunidade parlamentar, consagrada em todos os países do Ocidente. Dessa forma, os processos contra os

parlamentares deixaram de ser objeto de análise por parte dos colegiados da

Câmara ou do Senado, passando, automaticamente, na prática, para a
avaliação e julgamento judicial do Supremo Tribunal Federal. Embora a Constituição ainda possibilite que a Câmara dos
Deputados ou que o Senado Federal, por maioria absoluta de seus membros, possa sustar o andamento do processo no Supremo Tribunal Federal, politicamente, isso constitui providência impossível, pois qualquer
tentativa nesse sentido provocaria protestos e críticas dos meios de comunicação, com repercussão na opinião pública. Portanto, o Poder Legislativo, na prática, perdeu as suas imunidades parlamentares, embora a
Constituição de 1988 permita a figura anteriormente citada da técnica da
sustação do processo. Além dessas distorções que citamos, resultou que o Poder
Legislativo muito perdeu na sua eficiência institucional com a falta das imunidades parlamentares que existiam no passado brasileiro. É curioso que essa perda de garantias do Parlamento submete o Legislativo às pressões judiciais e à descaracterização das funções  parlamentares dentro da sociedade. Essa situação cresceu de tal maneira que o Ministério Público, hoje órgão poderoso no nosso sistema que, aliás, se utiliza e
domina a Polícia Federal, mancomunado com o Judiciário, trouxe para o
país um desiquilíbrio nas relações entre os poderes da República.
Também é nítido o que ocorre com o Ministério Público. Este, que nas constituições anteriores, era um órgão de autonomia limitada, passou a ter plena independência, podendo ser considerado,
indiscutivelmente, como um novo Poder, com atribuições fortalecidas. Hoje, as acusações que o Ministério Público propõe contra qualquer pessoa, qualquer entidade, e mesmo órgãos públicos, passam a constituir providências de consequências muito sérias, ficando, de certa forma, dentro
da política do processo judicial, com uma força sobre certo aspecto até maior do que o próprio Juiz, sobretudo quando focaliza questões escandalosas ou de interesse coletivo, com apoio no noticiário telejornalístico, que fortalece estas atuações espetacularizadas pelos meios
de comunicação.


.........................................................................


É importante apontar também, que ao lado do Ministério Público, outra instituição vem ganhando expressiva notabilidade nacional,

com certa independência, não chegando a ser um novo poder, mas transformando-se em um órgão de muita predominância na vida social, que é a Policia Federal. Cumpre neste tópico afirmar que a Polícia Militar
diferencia-se daquela, porque obedece a uma estrutura legal que é inspirada no comportamento das Forças Armadas. Mas a Polícia Federal, atuando à mercê do Ministério Público, compactuada com setores do Judiciário, às vezes tomando posições exageradas e mesmo exóticas, chega ao ponto de fiscalizar a Presidência da República, seus Ministros de Estado e outros
órgãos de destaque institucional, como vemos nessa denúncia agora apresentada.
Por outro lado, em face de tudo isso, a Presidência da República e os Ministérios, ficam bem enfraquecidos e fragilizados
institucionalmente nas respectivas competências. Basta verificar que nestes
autos a Presidência não é tratada com a devida reverência que o cargo requer. Por outro lado, o Ministro da Justiça, está hoje sob a dependência das exigências da própria Polícia Federal, que se articula com o Ministério Público para levar ao povo as questões que são de interesse do noticiário pelos aspectos atraentes ocorridos entre nós."


Logo que li o Relatório Andrada, imaginei que a conclusão possível era a de que se deveria processar, imediatamente, o Janot, membros da Polícia Federal e membros do Poder Judiciário (que, provavelmente por cautela, o relator não identificou). Processar por formação de quadrilha e por prevaricação, já que - segundo o relator - a Polícia Federal (subordinada ao Ministério da Justiça), "atua à mercê do Ministério Público, compactuada com setores do Judiciário, às vezes tomando posições exageradas e mesmo exóticas". Um saco de gatos, portanto, ora!
Mas o deputado Andrada não iria pôr o pé na peia. Identificou nenhum dos delinquentes. Acusou o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Polícia Federal.
Temer, não! Deu o nome ao boi - um único e solitário boi, ainda que escondendo a língua: não me lembro de ele ter declinado o nome. Mas falou, claramente, das duas denúncias, com minúsculo objetivo: derrubar o Presidente da República - o que reputo crime de lesa-majestade.
Em meu relato, livro a cara do deputado relator, porque, embora erradamente, estava fazendo a defesa do presidente. Mas Temer é Presidente da República e tem o dever de iniciar providências para que o gravíssimo crime de lesa-majestade seja objeto de investigação e, se confirmado, de punição.
Ou será que Temer não tem como fazer isso?

6 de nov de 2017

JOGADORES DO CRUZEIRO SÃO ALUNOS ATENTOS

Em 27 de agosto deste ano, cadikim publicou "Fábio imita Victor" (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/08/fabio-imita-victor.html) quando, em jogo Cruzeiro x Grêmio, Fábio defendeu o quinto pênalti, quase no "mesmo modelo" de Victor, na Libertadores 2013. Foi muito parecido. Vê-se que Fábio (ótimo goleiro, no topo há cerca de dez anos) prestou atenção.
Gladyston Rodrigues/EM D.A PressOntem, no jogo Cruzeiro x Atlético Paranaense, Arrascaeta, aluno atento, imitou Robinho, do Galo: cortou para dentro e atirou enviezado, no canto oposto ao do goleiro (http://pldadepressao.com/gol-de-arrascaeta-cruzeiro-x-atletico-pr-0511-brasileirao-2017/). Praticamente no mesmo modelo do segundo gol do Robinho contra o Cruzeiro (https://www.youtube.com/watch?v=DCR3y_TpyKs), esse muito parecido com o primeiro, do mesmo Robinho, no mesmo jogo.
Esse tal jogo, dos dois gols de Robinho, pelo visto, não foi de todo perdido para o Cruzeiro, não.

Imagem: Cruzeiro.
http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2017/11/05/noticia_cruzeiro,439658/cruzeiro-vence-atletico-pr-e-segue-entre-os-primeiros-no-brasileiro.shtml

3 de nov de 2017

O POETA WANDER PORTO DÁ O AR DE SUA GRAÇA

RELATIVO

enquanto
a cidade
repousa
seus cansaços,
meu dia
desperta.
como sempre,
noturno.

A imagem pode conter: noite e texto

Arte: WP

ESSE MILLÔR...



"E há calcinhas de adultério em todos os altares. Mas não encontrei nenhuma em 87 bares."


Excerto de "Não, meu amor, nunca ninguém me disse que parar de sofrer doía tanto", em "O MUNDO VISTO DAQUI".




2 de nov de 2017

A TAL TELEVISÃO

Charles De Gaulle And Georges Bidault In Paris, France On August 26, 1944 - Charles De Gaulle And Georges Bidault in front Arc de triomphe .
General Charles De Gaulle
Pode ser que não tenha sido de De Gaulle a declaração de que "o Brasil não é um país sério". Há controvérsias. Há uma explicação bastante ampla e admissível, no blog do CHICO PEREIRA (http://blogdochicopereira.com/web/a-historia-da-frase-o-brasil-nao-e-um-pais-serio-que-o-frances-charles-de-gaulle-nunca-disse-e-mais-divertida/). Teria ficado algo obscuro se fora o francês ou determinado embaixador brasileiro, que estivera em uma festa oferecida pelo General. Qualquer que seja a autoria da frase, iremos sempre encontrar em terras tupiniquins atitudes, ditos, propostas, etc., que possam indicar essa falta de seriedade.
A imprensa ocupa-se da doação de um aparelho de televisão, 65 polegadas, home teather,  cinemateca, o escambau. Informou-se, primeiro, que duas instituições religiosas haviam feito a doação. Encontro em G1 (http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/10/cabral-e-outros-presos-da-lava-jato-tem-sala-de-cinema-na-cadeia.html): "A Secretaria de Administração Penitenciária declarou que a videoteca está prevista na Lei de Execuções Penais e apresentou um termo mostrando que os aparelhos foram doados pela Igreja Batista do bairro do Méier e a Comunidade Cristã Novo Dia". Veio depois a informação de que ambas negaram a doação dos aparelhos e filmes. Por telefone, a reportagem falou com uma senhora, indicada que fora para ser entrevistada, por uma missionária, e a mesma disse que "tinha que ter sido feita uma doação para a televisão entrar". Essa pessoa disse que "o subdiretor" falou que "estava tudo bem". Agorinha mesmo, checando o que ouvira pela TV, deparo, no mesmo G1, com a informação de que o Ministério Público Estadual investiga se o equipamento doado foi adquirido por um colega de cela e ex-executivo de Cabral.
Um saco de gatos!
Vou fazer mais buscas. O Código Civil informa-me que a doação rege-se por um contrato, em que as partes devem concordar - uma em doar e a outra em receber (pelo nascituro deve aceitar o representante legal; admite-se a ausência de aceitação quanto ao absolutamente incapaz). Ah! A doação deve ser feita por escritura pública ou instrumento particular. A verbal será válida, se, versando sobre bens móveis e de pequeno valor, se lhe seguir incontinenti a tradição.
Perguntas incômodas passam pela minha cabeça: quem era o agente público capaz para aceitar a doação? Governador do Estado? Secretário de Segurança Pública? Juiz das Execuções Penais? Outra autoridade, não mencionada por desconhecimento deste escriba quanto à organização (?????) do Estado do Rio de Janeiro? Houve a aceitação? Se não houve, como é que esses bens ingressaram no interior da penitenciária? Sei que muita gente sai de lá sem autorização e ninguém consegue explicar. Conseguirão explicar como entra?
Para culminar com a memória daquilo que se atribui a De Gaulle, ouvi, pela TV (não tendo conseguido, até agora, publicação escrita), informação de que os equipamentos e filmoteca foram doados para um orfanato.
Não tendo sido informado que agente público capaz aceitou a doação; se não foi feita mediante instrumento público, falando-se em "um termo" (que teria de ter nome, cargo e assinatura do aceitante), como é que a administração pode decidir sobre transferência da doação a outrem, de coisa que não era dela? Penso que o procedimento correto teria sido não aceitar a doação e devolver os bens ao doador. Ah! Mas aí não seria necessário nem o Ministério Público Estadual investigar. O mistério estaria plenamente desvendado.

Imagem: gettyimages.
http://www.gettyimages.com/detail/news-photo/north-africa-general-henri-giraud-and-general-charles-de-news-photo/514679212#6101943north-africa-general-henri-giraud-and-general-charles-de-walk-picture-id514679212

SEM PROSELITISMO RELIGIOSO


Muito longe do cadikim trazer discussão ou proselitismo sobre religião. Quer, apenas, salientar que idéias escritas em 1864 conseguem ser atuais e incomodar muito. Vamos lá:

"Por que haveis de ter em maior estima o que brilha e encanta os olhos, do que o que toca o coração? Por que fazeis do vício na opulência objeto de vossas adulações, ao passo que desdenhais do verdadeiro mérito na obscuridade? Apresente-se em qualquer parte um rico debochado, perdido de corpo e alma, e todas as portas se lhe abrem, todas as atenções são para ele, enquanto ao homem de bem, que vive do seu trabalho, mal se dignam todos de saudá-lo com ar de proteção. Quando a consideração dispensada aos outros se mede pelo ouro que possuem ou pelo nome de que usam, que interesse podem eles ter em se corrigirem de seus defeitos?
Dar-se-ia o inverso, se a opinião geral fustigasse o vício dourado, tanto quanto o vício em andrajos; mas o orgulho de mostra indulgente para com tudo o que o lisonjeia. Século de cupidez e de dinheiro, dizeis. Sem dúvida; mas por que deixastes que as necessidades materiais sobrepujassem o bom-senso e a razão? Por que há de cada um querer elevar-se acima de seu irmão? Desse fato sofre hoje a sociedade as conseqüências.
Não esqueçais que tal estado de coisas é sempre sinal certo de decadência moral. Quando o orgulho chega ao extremo, tem-se um indício de queda próxima, porquanto Deus nunca deixa de castigar os soberbos."

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec.

Imagem: Corujices.com
http://corujices.com/radio-matraquinha/radio-matraquinha-ouro-e-pedras-preciosas

26 de out de 2017

UM PAPO AGRADÁVEL E PROMISSOR - ÁGUA

Recebi um convite genérico para participar de uma reunião, na Prefeitura Municipal de Patos de Minas, agenda de proteção e preservação de nascentes das Bacias Hidrográficas dos rios Paranaíba e São Francisco.
Infelizmente, não pude assistir a todas as discussões. Tinha-me programado para viajar e fui limitado pelo tempo. Mas o pouco que ouvi agradou-me muito. Como agradou-me o comparecimento de muitas pessoas interessadas.
Há mais de dois anos, manifestara, aqui no cadikim, meu inconformismo com o tipo de comunicação a respeito de consumo de água. Fiz críticas negativas e acho que não dá para arrepender (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2015/04/tem-do-pedro-bial-restrinja-se-ao-seu.html). Continuo não gostando daquilo que vi e ouvi de atores da Globo, em flagrante dissonância com medidas favoráveis à recuperação de nascentes (Projeto Olhos D'Água e Instituto Terra, matérias também divulgadas pela Globo.
Venho, agora, congratular-me com a iniciativa que foi anunciada hoje, em Patos de Minas, pelo pronascentes, com o objetivo de recuperação hidríca, nas bacias citadas (fui a Pirapora, há algum tempo, e fiquei com pena do São Francisco: quase tão humilde como o Santo.
Aplaudo a iniciativa! Tenho muita sede!

DR SEM-NOÇÃO



- Nosso relacionamento está complicado. Precisamos mudar alguma coisa.
- Você muda?
Mudo.
- E aí?
- E você muda?
Muda.


Imagem:

Coisa que Acontece

25 de out de 2017

MILLÔR NÃO SAI DA ÁREA

Impressionante a sempre atualidade de Millôr Fernandes. Folheando seu livro "O Mundo Visto Daqui (Praça General Osório 1980 - 1983)", encontro:

"CLIENTELISMO"

Prática segundo a qual um chefe de Estado ou facção política nomeia pessoas para cargos e posições de mando e poder, distribui contratos, dispõe de distinções e favores econômicos. A pessoa ou organização (partido) se apelida clientelista quando usa seu poder de distribuir favores sem olhar méritos ou competência, mas apenas seus interesses e os do grupo que comanda. O objetivo desse sistema de favores é obrigar os recipientes a trabalhar pelo grupo, doar a ele parte do que ganham e apoiar seus candidatos em eleições vindouras ou dificuldades ocasionais. Esses 'prêmios' também podem ser a posteriori: pagamento 'por serviços prestados'."

Data: 02/11/1983.

Fonte: Livro citado, pág. 221.



22 de out de 2017

AQUECIMENTO SOLAR EM VIA PÚBLICA. SERÁ O PROGRESSO?

Hoje, indo para o samba do mercado, ao passar por uma praça, em um "forquilha" na via pública, deparei com uma placa, no chão, parecendo objeto de aquecimento solar.
AQUECIMENTO SOLAR?
Fotografei e segui em frente. Vi um morador do local saindo de casa e perguntei pelo nome da praça, do qual não dava notícia, apesar de ser caminho habitual. Praça Amâncio Luiz de Barros. Falei da placa, brincando que estávamos com aquecimento solar em via pública, em Patos de Minas. Assentiu, brincando e disse-me que a placa havia caído ali. Objetei que se a placa esteve mal colocada e caiu, representava um perigo. Disse-lhe que já passara por situação de perigo, quando uma placa mal fixada em parte alta de uma parede caiu ao meu lado, na vertical. Se me tivesse atingido a cabeça, poderia ter sido fatal.

Segui meu caminho, participei do samba e retornei passando pelo mesmo lugar. Resolvi inspecionar a placa. Tratava-se de registro de uma obra pública, parece-me que de melhoria na estrada para Major Porto e adjacências, com participação do governo federal, inclusive.
Boa notícia, uai!
Mas acho que estava sobrando placa no chão da praça Amâncio Luiz de Barros e faltando plaquinha indicativa do nome da praça, em alguma parede.


A PRACINHA ESTÁ BEM CUIDADA. MERECE PLACA INDICATIVA DO NOME

21 de out de 2017

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - MOLAMBO


"Ficou pra impedir que a loucura
fizesse de mim um molambo qualquer.
Ficou, desta vez, para sempre,
se Deus quiser."



Jayme Florence - o Meira





Jayme Florence (Meira) e Augusto Mesquita, em "Molambo".







Para ouvir com Julinha Silva (gravação original): GGN.
https://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/julinha-silva-e-a-gravacao-original-de-molambo-de-meira-e-augusto-mesquita


Para ouvir com Jamelão: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=b_SkxuLiGM4


Imagem: GGN.
https://jornalggn.com.br/blog/laura-macedo/o-moderno-violao-de-jayme-florence-o-meira-0

20 de out de 2017

COMPUTADOR BUROCRATA NO BANCO DO BRASIL

Belo Horizonte, Savassi, 16 de outubro, quase 11 horas. Minha mulher e eu entramos na Agência Savassi do Banco do Brasil, para que ela pudesse fazer um pagamento que o terminal não admitia, por causa de valor acima do limite (estabelecido pelo banco, sem declaração de motivo). Fomos às senhas e retiramos uma. Nenhum caixa à vista e nenhuma informação sobre se havia e onde se localizavam. Tive de perguntar a uma funcionária do banco, a qual informou-me, gentilmente, que se localizava no subsolo (não estava à vista, portanto, e nem uma setinha indicativa). Descemos uma escada meio escondida e chegamos aos caixas. Nenhum cliente à espera, nenhuma fila. Quando minha mulher quis fazer o pagamento, um gentil segurança disse que a senha já havia sido chamada por duas vezes e, não tendo aparecido o cliente, não seria possível o atendimento pelo caixa. Minha mulher ponderou que havíamos retirado a senha menos de dois minutos antes e que tínhamos gasto apenas o tempo necessário para pedido de orientação inexistente e para descer a escada. O segurança tornou a dizer que a senha havia sido chamada duas vezes e que, não se tendo apresentado cliente, o sistema anulava qualquer possibilidade de atendimento. Minha mulher subiu as escadas, voltou à expedição de senhas, retirou uma e voltou, agora tendo sido liberado seu acesso ao caixa. Efetuou o pagamento. TEMOS DE DAR GRAÇAS A DEUS por termos sido atendidos!
Nada contra o segurança. Está ali para bem cumprir as ordens que lhe forem dadas e ai dele se não o fizer direitinho.
Tudo contra o computador, cujo sistema não admite o atendimento, mesmo não havendo qualquer outra pessoa para atender.
Computador mais burocrata, sô!
NOTEM BEM: estou anexando cópias escaneadas das duas senhas retiradas por minha mulher. Mesmo lugar, mesmo dia, mesma hora, com uma diferença de no máximo três minutos entre uma e outra: 10:53 e 10:56.




16 de out de 2017

UMA CERTA FALTA DE PROVAS

O que mais se ouve falar, na base aliada e no planalto, é que não há a mais mínima prova que possa comprometer o presidente Michel Temer. Provavelmente, a análise do "caso Aécio" seguirá no mesmo diapasão.
A primeira observação é no sentido de que, para se admitir uma denúncia, são necessários indícios. A colheita de provas ocorre nos atos do processo.
A segunda expresso-a em questionamento: será que não há mesmo a tal mais mínima prova?
Ora pois: de nada servem, primeiro, o episódio em que um tal Dr. Yunis, amigo de Temer, ex-assessor do Planalto (demitiu-se por causa do episódio), recebeu um pacote que - dizem - continha um milhão de reais, e disse não saber do que se tratava, nem conhecia a origem e o destino. Nova versão posterior, sempre tentando aliviar. Há notícias na imprensa de que afirmou ter sido "mula involuntária". Cadikim tratou do assunto em "Cá Pra Nós" (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/03/ca-pra-nos_7.html); segundo, uma certa mala contendo R$500.000,00 vindos da JBS, uma certa corridinha ridícula filmada, Rodrigo Rocha Loures - da mais absoluta confiança de Temer, conforme gravado e divulgado - devolvendo parcialmente a quantia, recompletando, depois, mediante depósito judicial, os R$35.000,00 faltantes, conforme divulgado pela imprensa; terceiro, uma certa apreensão de mais de R$51.000.000,00 guardados em caixas em um apartamento que estava emprestado a Geddel Vieira Lima, também ex-assessor de Temer, dando ao cadikim ensejo para publicar "SÍNDROME DE TIO PATINHAS" (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/09/a-volupia-da-primeira-moedinha-e-o.html) e "CUIDADOS PARA PRENDER E PARA SOLTAR" (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/09/cuidados-para-prender-e-para-soltar.html); finalmente, e quarto, nem bulir em uma outra certa mala, com R$2.000.000,00 - oriundos de Joesley, segundo o noticiário - transportada para as Minas Geraes.
É! De fato, esses Delegados, Procuradores e um tal Ministro Fachin só querem perturbar o bom andamento das coisas no país.
Nem vou postar qualquer imagem, então, uai!

11 de out de 2017

RELEITURA DE CÍCERO CHRISTÓFARO

Fui reler uma crônica escrita por meu irmão, publicada na 10ª edição de "Livro de Graça na Praça" - 2012. Tema: "Belo Horizonte 24 Autores." O título da crônica, nada alegre e infelizmente realista: "Bel??? Malvedere". Mostra uma Belo Horizonte distanciando-se, mais e mais, da bucólica beleza que maravilhou muita gente, assaltada pela dureza dos arranha-céus, transformada em um canteiro de obras. Um pouco do espírito de Canarinho: "toda vez que uma maloca é derrubada, seu doutor tem a palavra: é o "pogresso" que vem".
Escolhi um excerto (poderia ter escolhido outros):

"Custei a entrar no tal canteiro, enorme ele. Precisei de crachá e capacete, moça, detesto isto, passarinho não usa crachá e voa à vontade."


Vista do Parque Municipal das Mangabeiras
Captura de tela 2016-03-25  12.l06.56
Vejadecima
https://vejadecima.com/2016/03/26/parque-municipal-das-mangabeiras-belo-horizonte-mg/




2 de out de 2017

A VIDA



A vida é um "boxeur" poderoso que bate muito. Ficamos, então, entre duas alternativas: aprender a absorver os golpes ou fugir.

The Charlie Chaplin Boxing - YouTube


Imagem: Pinterest.
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