9 de ago. de 2014

NÃO SUJA MEU LIXO!

Passaram no mercado e, entre verduras e frutas, compraram uma bananas muito bonitas. Depois, foram à Mesbla, ali na rua Curitiba, em Belo Horizonte, década de 1970, e foram ver não-sei-o-quê. Foi quando a mulher viu uma lixeira que estava sendo introduzida no mercado: era só uma armação de aço inox ou de ferro mesmo, com um revestimento parecido, com uma tampa de plástico. Colocava-se um saco de lixo no aro, prendendo-o com a tampa.  Ela ficou louca! Adorava tudo o que representava limpeza. Dava um duro danado para manter a casa muito limpa, a ponto de um amigo espantar-se: "esta casa brilha!". Virou-se para o marido:
- Sou doida para ter uma lixeirinha daquelas.
- Pois compre.
Comprou, muito satisfeita, resolveram o tal não-sei-o-quê e foram-se.
Era sábado. À tarde, estavam na sala, provavelmente vendo televisão, quando o marido levantou-se, pegou uma banana na penca que estava em cima da geladeira, na sala de jantar, e dirigiu-se à cozinha, descascando a banana. A mulher deu um salto da poltrona, foi atrás rapidamente e alcançou-o quando estava chegando à porta da cozinha. Falou, muito enérgica:
- Não suja o meu lixo!
O marido deu pela coisa: ali estava, à sua frente, a lixeirinha virgem, intocada, como uma peça de decoração. Do lado, uma caixa de papelão, para jogar lixo.

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