24 de mar de 2012

NOVELA É NOVELA. E É DO DONO DELA.

Acabou a Fina Estampa. O que me agrada mais em novela são os desempenhos de muitos dos atores. É muito legal ver pessoas comuns "encarnarem" tipos que a gente nem acha que existem, mas que estão por aí. Também o trato de assuntos pouco conhecidos na intimidade (apesar de muito falados), como a mulher maltratada pelo marido e que custa a tomar atitude, ou a discussão sobre maternidade biológica e maternidade de ventre. Algumas coisas desagradam-me, em grande parte das novelas. Por exemplo: ou sei nada de direito ou a Globo escorrega no tomate porque quer. É recorrente. A mocinha lá, mãe biológica da Vitória sair da sala dizendo que o juiz falou que não tem recurso. Em geral, juiz não diz isto (nunca vi um juiz dar uma sentença e dizer que é irrecorrível). Nas súmulas vinculantes do STF que encontrei, não vi referência ao caso. Como não se trata de caso isolado, penso que a Globo foi no vai da valsa. Acho mau, porque a sociedade acaba sendo mal informada (a tv deveria ser um instrumento de informação?). Também não achei legal a cena do Pereirinha, no mar, na cena final. Das maluquices da Teresa Cristina, qualquer coisa se poderia esperar. Mas será que o Pereirinha queria chegar a Mônaco naquela casquinha de noz, mesmo sem tempestade? Sei lá! Nunca fui marujo. A cena de insanidade não bate com o caráter passado dele, em toda a trama. Mau caráter, safado, boêmio, depravado... Pode caber tudo. Mas meter-se a desafiar Netuno?!!
Mas o que estarei fazendo eu aqui? Se não estiver satisfeito, que escreva uma novela, uai! A novela é do Aguinaldo Silva, não é? Então, que eu deixe de ser intrometido e que ele faça o que quiser com a novela dele, ora!

FOTO: ondagringa.com
http://www.ondagringa.com/2012/02/yuri-soledade-surfando-insanidade.html